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Com a licença dos grandes nomes da literatura nacional, que atravessam fronteiras geográficas e do tempo, gostaríamos de falar um pouquinho de um grande escritor, que não é brasileiro, mas que com suas visitas à nossa ilha, especificamente ao bairro Campeche, transformou a comunidade e a história local.

Escritor, ilustrador e piloto francês, Antoine de Saint-Exupéry produziu grandes obras, pelas quais recebeu importantes prêmios da literatura, além de adaptações para o cinema e teatro. Piloto militar durante a segunda guerra mundial, desaparece no Mediterrâneo em 31 de julho de 1944, enquanto voava com as forças aliadas para recolher informações sobre os movimentos das tropas alemãs, tendo recebido também as maiores honras do exército francês. 
 
Saiba um pouco mais sobre este grande escritor, autor do livro "O Pequeno Príncipe", obra que dá nome à principal avenida do bairro Campeche, no texto abaixo extraído do site da AMAB -  Associação em Memória da Aeropostale no Brasil. Com sede aqui em Florianópolis, a AMAB faz um belíssimo trabalho de pesquisa, divulgação e conservação dos fatos e documentos históricos da antiga companhia de correio aéreo francesa, da qual Antoine Saint-Exupéry fazia parte, bem como do próprio autor e sua obra. Muitas informações históricas, procedentes de pesquisas realizadas pela presidente da AMAB, Mônica Cristina Corrêa, podem ser acessadas no site e nas redes sociais da AMAB.
 
 
Antoine de Saint-Exupéry, o "Poeta da Aviação" 
 
"Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon aos 29 de junho de 1900. Foi piloto e escritor, conhecido como o “poeta da aviação” por ter tornado a carreira de piloto matéria-prima de sua literatura. Imortalizou os feitos de seus companheiros da empresa de correio aéreo Aéropostale, nos anos 1920, com seus livros premiados e traduzidos no mundo inteiro, entre os quais, "O Pequeno Príncipe".

Após fracassar no exame para a escola naval, fez cursos de pilotagem e obteve o brevê militar. Em outubro de 1926, é contratado na Companhia criada por Pierre-Georges Latécoère em Toulouse, no sul da França. Começou como piloto entre Toulouse-Casablanca, depois Casablanca-Dakar, sendo nomeado chefe do aeródromo em Cabo Juby em 1927, onde exercerá principalmente missões diplomáticas. Saint-Ex, como era chamado entre os colegas, permanecerá por dois anos no deserto marroquino. A fim de espantar a solidão, começa a escrever o livro "Correio do Sul", lançado em 1929 com uma boa acolhida junto à crítica.

Em setembro de 1929, parte para a América do Sul, onde é designado como diretor da Aéropostale Argentina. Foi recebido por Paul Vachet, a quem substituiria. Nessa fase (1929-1931), escreveu "Vôo Noturno", publicado em 1931 e vencedor do Prêmio Femina. Começa sua celebridade enquanto escritor. Foi também nesse curto período que fez algumas passagens pelo Brasil (onde havia 11 escalas da Aéropostale) incluindo-se Florianópolis. Na Ilha de Santa Catarina, sua passagem se tornou memorável.

Com o fim da Aéropostale em 1931, Saint-Exupéry entrou para a Air France, em 1934, mas no setor de propaganda, que o leva a percorrer 11 mil km fazendo conferências sobre a Aéropostale. Em 1935, tentando o raid Paris-Saigon junto com seu mecânico Prévot, cai no deserto da Líbia. Quase mortos de sede, piloto e mecânico são salvos por um beduíno ao fim de cinco dias de marcha. O acidente rendeu mais fama ao escritor, incitando uma série de entrevistas. Um novo raid acaba noutro acidente, desta vez quase fatal, na Guatemala. Foram meses de recuperação e Saint-Ex ficou com muitas sequelas. Entretanto, a publicação de seu livro "Terra dos Homens", em 1939, premiado na França e nos Estados Unidos, lhe trará novo momento de glória: nele, Saint-Exupéry perabenizava os feitos de Guillaumet e Mermoz, seus inseparáveis companheiros, bem como a história ímpar da Aéropostale.

Seus livros são adaptados para o cinema e o teatro. Em 1940, engaja-se como piloto de reconhecimento. Parte depois para os Estados Unidos e lá escreve "Piloto de Guerra" (1942) e seu conto imortal, "O Pequeno Príncipe", (1943) ilustrado por ele mesmo. Como um dos maiores fenômenos editoriais até os dias de hoje, a obra foi traduzida para mais de 250 línguas. Apesar de seus 44 anos, idade avançada para um piloto à época, Saint-Ex consegue o direito de executar cinco missões de reconhecimento junto a seu antigo grupo 2/33. Misteriosamente, desaparece sobre o Mediterrâneo durante a última delas, dia 31 de julho de 1944. Um bracelete com seu nome gravado foi resgatado do mar de Marselha pelo pescador Jean-Claude Bianco, meio século depois, em 1998. Este conduziu aos destroços do avião que pilotava, o P-Lightning 38, descobertos e identificados pelo arqueólogo marinho Luc Vanrell Todavia, as circunstâncias de sua queda e morte ainda são investigadas."

Texto reproduzido na íntegra do site oficial da AMAB: www.amab-zeperri.com, no link https://amab-zeperri.com/saint-exupery/perfil/
Imagem: www.philatelia.net / selo comemorativo, série Centenário de Nascimento de Antoine de Saint-Exupéry. Argentina, 2000, 25 c. 14 (1/4). 

Publicado: 25 de Julho, 2018